quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Novas tecnologias de preparar café coado chegam a São Paulo e incrementam bebida


Na última Copa Nórdica de Barista, um especialista em café declarou que o expresso "é um método ruim de preparo", conta Isabela Raposeiras, do Coffee Lab, que conquistou o quinto lugar nas provas de torra para café coado.

"É um método fadado a dar errado, é complexo", diz, referindo-se às variáveis que podem interferir, como a moagem, a temperatura e o tempo de extração. "Qualquer deslize aparece na bebida."

Leticia Moreira/Folhapress
Café coado em suporte japonês, do Cooffee Lab
Café coado em suporte japonês, do Cooffee Lab
Já é tendência mundial, que se aproxima do Brasil com timidez, a exploração de outros métodos de preparo. "O café coado não é um método novo, mas surgem novas tecnologias", diz Cecília Sanada, do Octavio Café, que acaba de receber três máquinas caseiras.

Ao lado da Clover (máquina americana que combina infusão e filtragem via vácuo) e da Aeropress -método que combina pressão e filtragem e fornece uma bebida com textura de café coado e complexidade de aromas de um expresso--, o Octavio disponibiliza ainda um recurso americano, a Chemex, e outro japonês, o V 60, da Hario.
Editoria de Arte/Folhapress
Ambos são feitos à mesa. O americano tem forma de ampulheta, ajuda a reter o calor, e filtro em formato de cone, mais espesso, que segura com eficiência os resíduos. O japonês V 60 trata-se de um coador de cerâmica com sulcos internos em espiral, que permitem melhor fluxo da água. Isso diminui o tempo de contato com o café moído e evita a possibilidade de obter uma bebida amarga.

O café coado se mostra mais --o expresso é muito concentrado--, é possível captar as nuances mais suaves e conseguir a mesma qualidade em casa do que fazemos na cafeteria.

LUIZA FECAROTTA
DE SÃO PAULO
IN: http://www1.folha.uol.com.br/comida/993471-novas-tecnologias-de-preparar-cafe-coado-chegam-a-sao-paulo-e-incrementam-bebida.shtml

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

WMF Bistro Espresso Paddle













Perfect for espresso or coffee drinks, these WMF Bistro espresso paddles are crafted of high quality 18/10 stainless steel with a high gloss polished finish, and feature a simple and elegant design with a flat working head for stirring sugar into the drink without disrupting the perfect foam. Each paddle measures 4 inches long. Mix and match with a wide variety of additional items in the WMF Bistro assortment. 

Technical Details

- Four WMF bistro espresso paddles
- Crafted from 18/10 stainless steel with a high-polish finish
- Modern European design with flat working heads to preserve the perfect foam
- Dishwasher-safe; full range of coordinating Bistro pieces available
- Simple, elegant design easily mixes with existing flatware patterns


Images Product

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Informação Nutricional do Café, infusão 10%

Quantidade em 100g
Água (%) 97,4
Calorias (kcal) 9
Proteína (g) 0,7
Carboidratos(g) 1,5
Fibra Alimentar (g) n/a
Colesterol (mg) n/a
Lipídios (g) 0,1
Ácido Graxo Saturado (g) *
Ácido Graxo Mono insaturado (g) *
Ácido Graxo Poli insaturado (g) *
Cálcio (mg) 3
Fósforo (mg) 9
Ferro (mg) traços
Potássio (mg) 156
Sódio (mg) 1
Vitamina B1 (mg) *
Vitamina b2 (mg) *
Vitamina B6 (mg) *
Vitamina B3 (mg) *



terça-feira, 14 de junho de 2011

Cafeteira italiana

1) A qualidade dos produtos: escolha um bom café. Se possível, moído na hora.

2) A água também é fundamental. Aquela de torneira pode servir, se não for muito rica em minerais e tratada adequadamente. Na Itália usa-se água mineral: a da torneira contém muito calcário, o que influi negativamente no sabor do café. Encha a base com água até a válvula de segurança (é uma pequena panela de pressão). Não tente adiantar o processo: use água fria. A paciência é um ingrediente fundamental para um bom café.

3) Coloque a cuba dentro da base com água.

4) Coloque o café dentro da cuba, sem usar a colher para apertar o . Faça um pequeno monte e deixe que a parte superior da cafeteira se ocupe de ajeitar o café na cuba. Com pouco a água passa muito depressa e não produz um café saboroso; com muito, o se compacta e impede uma perfeita circulação da água, vazando pela lateral antes de passar pelo filtro interno.

5) Feche bem a cafeteira para evitar vazamentos. Caso aconteça de vazar café pela lateral, não abra a cafeteira pois a pressão poderá provocar um acidente. Coloque a moka embaixo da água fria e deixe perder a pressão antes de lavar e recomeçar toda a operação (bem-feito! quem mandou usar água quente).


6) A chama deve ser pequena. Não deve ter um diâmetro superior à base da cafeteira, ou o fogo queimará o , tornando o café amargo. Na Itália os fogões vêm equipados com uma boca pequena apropriada para o café. Fogo alto irá fazer com que a água passe muito rápido pelo , resultando num café de má qualidade. Paciência
7) A tampa da cafeteira deve permanecer aberta para evitar que os gases produzidos prejudiquem o sabor final. Por medida de segurança, deixe a tampa fechada nas primeiras vezes. Com o tempo poderá decidir se abri-la ou não.

8) O café subirá lentamente, proporcionando um perfume e ruído característicos.

9) Antes de servir, mexa o café dentro da cafeteira. No fundo há o café produzido no início, mais denso; no alto, um café mais líquido mas não menos importante, pois contém as substâncias liberadas por toda a passagem da água.
10) Lave imediatamente a cafeteira. Todos os produtores de café e de cafeteira recomendam não usar detergente para a limpeza, mas somente abundante água corrente (determinação vista com muita desconfiança e solenemente desrespeitada por um povo maníaco por limpeza como o brasileiro).

11) Guarde o café restante na porta da geladeira (local menos frio, mas igualmente capaz de preservar todos os aromas e sabores do produto) dentro da própria embalagem. Mas antes, providencie o fechamento hermético da embalagem.



Read more: http://cartadaitalia.blogspot.com/2005/10/cafezinho-iii.html#ixzz1PH5woGTW

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Quem inventou o Nespresso fui eu"

Fonte: IstoÉ Dinheiro

O suíço Jean-Paul Gaillard garante que criou as famosas cápsulas de café que transformaram a marca da Nestlé em uma potência. Agora, se torna rival da companhia em uma batalha bilionária

Por Crislaine Coscarelli


Nos últimos meses, uma guerra vem sendo travada pelo valioso mercado europeu de cápsulas de café, que movimenta cerca de US$ 17 bilhões anuais. De um lado está a gigante suíça Nestlé, que inaugurou esse segmento em 1986 com as já famosas máquinas Nespresso.
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Do outro, despontam a americana Sara Lee e a também suíça Ethical Coffee, que, recentemente,  colocaram no mercado produtos similares. Por coincidência, eles cabem perfeitamente nas máquinas da Nespresso. Um outro detalhe, no entanto, dá um aroma especial a essa disputa: o sócio e presidente da Ethical Coffee é Jean-Paul Gaillard, o criador das cápsulas originais. 
 
Ele dirigiu a Nespresso por uma década e agora incomoda os ex-patrões com uma versão da mina de ouro da Nestlé. Com seu monopólio colocado em xeque, a corporação suíça apelou à Justiça. 
 
“Se a Nestlé ganhar essa causa eu sou Jesus Cristo!”, diz Gaillard à DINHEIRO de seu escritório em Fribourg (Suíça), com seu estilo provocador e superlativo. Segundo ele, seu produto está longe de ser uma cópia. 
 
“Eu criei as cápsulas usadas hoje pela Nespresso e agora encontrei uma forma de melhorá-las sem quebrar a patente. É uma evolução do produto”, afirma. A Nespresso rebate. “Nós usamos a ciência para ficar à frente da concorrência. Então, quando nossa inovação é violada, defendemos os nossos direitos”, diz Stefan Nilsson, diretor da Nespresso para a América Latina. Por enquanto, a distância que separa a Nestlé dos concorrentes em participação de mercado é abissal. 
 
Em uma década ela vendeu 20 bilhões de cápsulas, ante 25 milhões de unidades comercializadas pela Ethical Coffee em três meses. Com o suporte da rede francesa de supermercados Casino, sócia do Pão de Açúcar no Brasil, e um discurso ecológico (suas cápsulas são biodegradáveis), Gaillard espera crescer de forma exponencial.  
 
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US$ 17 bilhões é o valor anual do mercado de cápsulas de café
                 
A história do empresário com a Nestlé começou por volta de 1970. Especialista em gestão de negócios, ele trabalhava no instituto de pesquisas Batelle quando desenvolveu as primeiras cápsulas com grãos de café. 
 
O produto chamou a atenção da direção da Nestlé, que comprou os direitos e registrou a primeira patente em 1976. A comercialização, porém, só começou dez anos depois, quando Gaillard foi contratado para liderar a divisão Nespresso. “Se dependesse da Nestlé, a história teria sido encerrada em 1988. 
 
Disse que a forma como o negócio estava sendo conduzido estava errada. Se me dessem autonomia, em dois anos, a Nespresso estaria dando lucro.”  Ele cumpriu o que prometeu. Tirou a divisão do vermelho ao posicionar as máquinas como um produto de luxo. Em 1997, no entanto,  Gaillard deixou a companhia. “A Nestlé é uma ótima  empresa, mas eu precisava de mais desafios.” 
 
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Depois de uma década trabalhando em outras empresas do setor de alimentos, como a Häagen-Dazs, Gaillard decidiu trilhar carreira solo. Em 2007, investiu cerca de US$ 2,5 milhões para realizar pesquisas e chegar ao modelo atual da Ethical Coffee. “Usei minhas economias para investir em um produto com forte apelo ambiental. 
 
O mundo mudou, hoje eu não faria nada que não fosse sustentável”, diz ele, alfinetando a concorrente Nespresso cujas cápsulas são produzidas em plástico – um derivado do petróleo. E Gaillard não está sozinho nessa briga com a Nestlé. Em abril, a americana Sara Lee ingressou no nicho de cápsulas de café com a marca L'Or. “Já vendemos cerca de 30 milhões de cápsulas”, conta Ernesto Duran, porta-voz da subsidiária holandesa da Sara Lee.  
 
Assim como Gaillard, Duran “jura de pés juntos” que não se trata de cópia da arquirrival. Na tentativa de blindar seu produto, a Nestlé registrou 1,7 mil patentes relacionadas ao sistema Nes-presso. Isso inclui cada peça de sua máquina. Agora, caberá à Justiça dizer quem tem razão.